Série padrão racial Dorper e White Dorper: Tipo “T”

Ademais, também conheça a diferença do Sistema de Registro Genealógico da África do Sul com a do Brasil

Encerrando a série de reportagens sobre o padrão racial do Dorper e do White Dorper, iremos abordar agora a última das seis partes que são avaliadas dentro do padrão racial. Trata-se do Tipo, identificado pelo símbolo T, do inglês Type.

Sendo assim, é determinado pela aparência geral e a harmonia entre todas as partes do animal e o modo como elas se complementam umas às outras, a proporcionalidade ou o modo como o animal é balanceado, o apuramento do animal assim como o grau de cumprimento dos padrões de excelência da raça.

O animal como um todo deve ser uma imagem agradável aos olhos quando observado a uma certa distância. Sendo assim, o animal que recebe as notas: T5 considerado excepcional; T4 dentro do ideal; T3 dentro do padrão racial, mas com pequenas faltas; T2 com características raciais, mas que não está dentro do padrão racial; e T1 que não está dentro do padrão racial, com faltas desclassificatórias.

Mas fique atento a uma coisa: qualquer nota menor que 4 tem tendência para uma falta desclassificatória, ou seja, 1 em qualquer uma das demais partes de avaliação, o animal não pode ser um Tipo 5. Há também outra regra importante que já citamos na nossa primeira matéria desta série: um animal pode ter uma Conformação 4 (B4) com um Tipo 5 (T5), mas nunca poderá ser um Tipo 4 (T4) com uma Conformação 5 (B5).

Para esta e outras regras do sistema de avaliação do Padrão Internacional das Raças Dorper e White Dorper, confira o texto na íntegra em nosso site acessando: https://abcdorper.com.br/padrao-racial.

Sobre o Registro Genealógico

O Sistema de Registro Genealógico de animais das raças Dorper e Whiter Dorper na África do Sul é bastante diferente do que é praticado no Brasil. Enquanto aqui os animais são avaliados em dois momentos específicos de suas vidas (antes de serem desmamados, inspeção ao pé da mãe, e depois a partir dos oito meses de idade até no máximo 36 meses), na África do Sul o animal passa por uma única avaliação em qualquer momento da sua vida para ser incluído no sistema de registro genealógico.

No Brasil, a ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos é a entidade autorizada pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para realizar o registro genealógico do Dorper e White Dorper, bem como de todas as raças ovinas nacionais e importadas. Já na África do Sul o trabalho é feito por uma empresa credenciada pelo governo e contratada pela Associação de Criadores do país, pra cuidar da parte documental do serviço de registro genealógico.

Aqui a inspeção/avaliação dos animais só pode ser realizada por técnicos com formação em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, desde que sejam credenciados junto a ARCO após treinamento. Na África do Sul qualquer pessoa, independente de sua formação, pode fazer a inspeção dos animais desde que tenha sido aprovada nos diferentes treinamentos oferecidos pela Associação.

Uma prática interessante realizada pelos inspetores do registro genealógico e/ou jurados das raças na África do Sul é a classificação por “Tipo” de animais comercializados em leilões: informações sobre o “Tipo” do animal está disponível para os interessados consultarem antes do início do leilão, bem como também é anunciado pelo leiloeiro durante a apresentação do lote.

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Por Natália de Oliveira/Agrovenki
Crédito da foto em destaque: Divulgação

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