Série padrão racial Dorper e White Dorper: Conformação “B”

Entenda o que é avaliado da Conformação do animal e o que é esperado para se obter nota máxima dentro do sistema de pontuação

Dando sequência na série de reportagens da ABCDorper sobre o padrão racial do Dorper e do White Dorper agora vamos explicar a primeira das partes das seis que são avaliadas nos exemplares: a Conformação. Ela é reconhecida pelo Símbolo “B”, que vem de Africans Bouvorm.
Sendo assim, ao dar as pontuações de 1 a 5 a um exemplar, o resultado compreendido da avaliação é: B5 Conformação excelente; B4 Boa conformação; B3 Conformação mediana; B2 Conformação pobre/abaixo da média e, por fim, B1 Conformação pobre e com defeitos eliminatórios.

Dentro da conformação, animais Dorper e White Dorper são avaliados em partes ou seções do corpo, como a seguir: cabeça; pescoço e quarto anterior; tronco ou barril; quarto traseiro e órgãos reprodutivos. Abaixo você confere uma breve descrição das características ideias de cada um desses membros.

Mas lembre-se, acima de tudo, os animais devem ser “simétricos” e as diferentes partes do corpo devem estar balanceadas/equilibradas e em proporção umas em relação às outras. Além disso, devem ter um temperamento calmo e uma aparência vigorosa.

Cabeça

A cabeça é avaliada sob o parâmetro Conformação (B), mas é também de vital importância na determinação do “Tipo”, caracterização e nobreza do animal. Ela deve ser forte e longa, com olhos distanciados e bem protegidos. Nariz forte, boca forte e bem formada, com o maxilar profundo e perfeitamente colocado é o ideal.

Para se qualificar em animais aptos ao registro, mandíbula e maxilar deverão se encaixar perfeitamente, o que significa que a face cortante dos dentes incisivos tem que tocar na coxim dentário. Caso a oclusão bucal não seja perfeita, é aceitável que a mandíbula possa ser até 03 mm mais curta nos animais jovens e 02 mm nos animais adultos.

A testa não deve ser côncava e as orelhas devem ter tamanho proporcional ao da cabeça. Chifres grandes e pesados são indesejáveis e devem ser descriminados de acordo com o grau. Chifres pequenos ou apenas desenvolvidos na sua base são os ideais.

Pescoço e quarto anterior

O pescoço deve ser de comprimento mediano, com boa musculatura, amplo e bem encaixado no quarto anterior. As paletas devem ser firmes, largas e fortes. Um peito moderadamente largo, profundo e moderadamente proeminente em relação as paletas é o ideal.

Os membros anteriores devem ser fortes, com bons aprumos e estarem bem posicionados, com quartelas fortes e cascos (unhas) não excessivamente separados. Quartelas fracas e pernas em X (cambaio) deverão ser penalizadas de acordo com o grau de anormalidade.
Paletas que parecem soltas ao caminhar, um peito acentuadamente proeminente para além das paletas, pernas mal posicionadas ou com maus aprumos e dificuldade para caminhar são defeitos graves.

Barril (tronco)

O ideal é um barril/tronco longo, profundo e largo, costelas bem arqueadas e um lombo largo e preenchido. Os animais devem ter uma linha de dorso e lombo longa e reta e não deve ter uma depressão acentuada logo após as paletas passagem para o barril.
Uma ligeira depressão por detrás dos ombros é permissível.

Quarto traseiro (posterior)

Uma garupa longa e larga é a ideal. A musculatura do quarto (tanto interna quanto externa) deve ser convexa e profunda (o mais próximo possível do jarrete). As pernas devem ser fortes e bem colocadas, com cascos e articulações da quartela bem formadas.

Problemas nas articulações da quartela e jarretes deverão ser penalizados de acordo com a sua gravidade. Jarretes perpendiculares (perna “reta”) ou demasiadamente arqueados (em forma de foice) são defeitos eliminatórios.

Órgãos reprodutivos

O úbere e os órgãos sexuais da matriz deverão ser bem desenvolvidos. A bolsa escrotal do reprodutor não deve ser demasiada longa e os testículos devem ser de igual tamanho e não demasiado pequenos.

Qualquer defeito nos testículos é um defeito eliminatório. No caso de bipartição escrotal, uma fenda de até 1,5cm é aceitável.
Por fim, vale destacar que qualquer indicação de prolapso de reto ou vagina é considerada uma falta.

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Por Natália de Oliveira/Agrovenki
Crédito da foto em destaque: Divulgação

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